Qui 19 Abr 2007

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A atual coleção é inspiradas em mistérios. Um dos livros que mais nos influenciaram é Rebbeca (que, depois, foi feito por Hitchcock).
No filme “Rebecca – a mulher inesquecível”, baseado no romance de Daphne Du Maurier e dirigido por Hitchcock.
Depois de se casar novamente, o viúvo Maxim de Winter, interpretado por Laurence Olivier (que na época ainda não ostentava o título de Sir), leva sua nova esposa à mansão que partilhava com a antiga sra.
De Winter, uma mulher maravilhosa a quem todos tinham profunda adoração. Rebecca era perfeita, incomparável, inatingível e, apesar de morta, ainda vivia na casa, através das lembranças, dos hábitos, dos enfeites, das iniciais espalhadas por cada roupa de cama, lenço, toalha, sempre lembrando a nova sra. De Winter que ela jamais chegaria aos pés da falecida.
Mas se no fim das contas nem mesmo Rebecca é tão perfeita como pensávamos, não há razão para tanta celeuma. Ou será que é impossível outro tipo de comportamento? Será que o binômio ex/atual é fatalmente contraditório?
É possível haver uma relação saudável entre atuais e ex-namoradas ou isso seria forçar demais a barra? Se essa antipatia for mesmo algo natural e imutável, a tendência é que as pessoas se odeiem em progressão geométrica. Imaginem comigo: Fulano e Fulana terminam, Fulano passa a namorar Sicrana, levando Fulana e Sicrana a se detestarem. Por uma eventualidade, Sicrana termina com Fulano e ele acaba se casando com Beltrana – essa última será duplamente odiada por Fulana e Sicrana, sendo, conseqüentemente, levada a também odiá-las. E assim vai.
Texto original do site Rabisco (http://www.rabisco.com.br/colunas/residencia/residencia003.html, por Natalia Klein)
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