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Vívidas e faceiras, as pin ups povoam o imaginário festivo e resultam em uma das fantasias mais fáceis de montar. No cotidiano e no carnaval. Um short mais curto, um salto e flores e TCHARAMMMMM,
pin up hurry up. Elas nos invadiram nos anos 40, alegrando o mundo cinza cansado de guerra. Mesmo em versões mais fortes como no antológico cartaz WE CAN DO IT americano há uma garota com traços pin up.
Mas o glamour foi deixando estas frágeis moçoilas mais sexuais e provocativas com uma iconografia própria. A linguagem foi rapidamente assimilada pela publicidade e as pin ups tomaram conta de an¨ncios de cerveja a eletrodomésticos. Não que você não possa tomar uma loira passando o aspirador de pó.

Esta imagem tresloucada de uma mulher hipersexual e de existência de bibelô na estante enfureceu as feministas. Sua distância da vida e da representatividade da mulher real inviabilizava sua existência na sociedade.
O tempo e a sanidade foram balanceados. E as mulheres assimilaram um comportamento mais equilibrado. Onde nem precisam ser ovários latentes nem renegar necessidades femininas verdadeiras como a vaidade e o desejo. A pin up atual é mais confortável e menos caricata, diverte-se com uma mescla de Betty Boop e Betty supereficiente a feia…